As escolas municipais de Sobral foram convidadas pela associação científica “Ciência Viva” de Portugal para participar, juntamente com escolas portuguesas e de São Tomé e Príncipe de um projeto educativo em comemoração pelo centenário do eclipse de 1919. Com o eclipse total do sol, observado em Sobral e na Ilha do Príncipe, foi confirmada a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, que previa a curvatura dos raios luminosos das estrelas, provocada pela deformação do espaço à volta do Sol.

As inscrições seguem até o dia 15 de fevereiro e as equipes devem ser compostas por até três estudantes e um professor e deverão desenvolver trabalhos abordando os eventos históricos ligados à expedição científica a Sobral, a ciência nela envolvida, atividades experimentais ou a divulgação à comunidade.

As escolas participantes deverão enviar, até o dia 26 de abril, vídeo com a duração de 3 a 5 minutos apresentando os seus trabalhos. No vídeo, a equipe deverá descrever todas as fases do seu projeto e as suas conclusões, assim como a apresentação dos seus elementos. No trabalho serão avaliadas a clareza na comunicação, correção científica e a criatividade.

De acordo com a modalidade de ensino, os alunos com os trabalhos mais significativos serão convidados a participar virtual ou presencialmente nas sessões em Sobral (Brasil), São Tomé e Príncipe ou mesmo no encontro de Ciência 2019 em Lisboa, Portugal.

Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica é uma associação científica, sem fins lucrativos, sediada em Lisboa-Portugal, que tem como objetivo difundir a cultura científica e tecnológica, apoiando o ensino experimental das ciências e à promoção da educação científica nas escolas.

Os estudantes de Sobral irão participar da Ópera Mundial da Ciência (Global Science Opera - GSO) de 2019, juntamente com estudantes de Campos dos Goytacazes (RJ), de São Tomé e Príncipe, na Costa da África, e de Portugal. Com o tema “Gravidade”, a ópera abordará os 100 anos do Eclipse de 1919, com o qual foi possível comprovar a Teoria da Relatividade Geral, desenvolvida pelo físico Albert Einstein.

Os estudantes de Sobral estão participando de videoconferências com estudantes dos outros países participantes para escreverem juntos a história principal da ópera. O objetivo principal da iniciativa internacional é despertar nos estudantes o interesse pela Ciência, através da música. O projeto envolverá professores de Ciências da Rede Municipal e de Música da Universidade Federal do Ceará.

A primeira apresentação será realizada em maio, na ocasião das comemorações do Centenário do Eclipse de 1919, em Sobral. E em dezembro, os estudantes de Sobral participarão da apresentação da Ópera completa.

Celebrando o centenário do Eclipse de 1919, Sobral recebeu o professor português José Pizarro de Sande e Lemos que falou para estudantes universitários sobre a Teoria da Relatividade Geral e os experimentos que a comprovaram. O evento foi realizado no dia 5 de fevereiro, no auditório do campus de Sobral do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

José Sande e Lemos é presidente do Centro Multidisciplinar de Astrofísica e um dos coordenadores das comemorações do centenário do eclipse de 1919, na Ilha do Príncipe. Professor do Instituto Superior Técnico e da Universidade de Lisboa, José Lemos desenvolve pesquisas nas áreas de Astrofísica, Cosmologia, Física Fundamental e Física de Altas Energias.

As escolas da rede pública e privada interessadas em participar da 22ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) deverão realizar a inscrição no site oficial, até o dia 17 de março. Os estudantes também poderão participar da 13ª Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG).

O intuito da Olimpíada é despertar o interesse dos jovens pela Astronomia, Astronáutica e ciências afins, promovendo a difusão de conhecimentos básicos de forma lúdica e cooperativa. Esta edição será realizada durante o Ano Municipal das Ciências, que marca o centenário de comprovação da Teoria da Relatividade comemorado neste ano.

A OBA acontece em única fase, dividida em quatro níveis: três para os alunos do ensino fundamental e um para os do ensino médio. A prova conta com dez questões, sendo sete de astronomia e três de astronáutica, que será realizada simultaneamente em todas as escolas participantes no dia 17 de maio, no horário mais conveniente para cada escola.

Em 2018, os estudantes das escolas municipais de Sobral conquistaram 133 medalhas na 21ª edição da OBA, sendo 58 medalhas de ouro, 36 medalhas de prata e 39 medalhas de bronze. A educação de Sobral também conquistou três medalhas de bronze na Mostra Brasileira de Foguetes.

A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) é realizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), com a participação de todos os alunos regularmente matriculados em instituições de ensino fundamental e médio de todo o país.

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A Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em Sobral será realizada de 27 a 30 de março, no Centro de Convenções. Pesquisadores de todo o Brasil irão debater sobre “Educação Básica de Qualidade: currículo, carreira e gestão escolar”. O evento faz parte das comemorações pelo centenário do eclipse com o qual foi possível comprovar a Teoria da Relatividade de Albert Einstein em 1919.

A programação contará com conferências e mesas-redondas, além da realização de uma feira de ciências para os estudantes da rede municipal, organizada pela Prefeitura de Sobral em parceria com as escolas locais. Os interessados poderão se inscrever por meio de um formulário online disponibilizado na internet.

As comemorações dos 100 anos da comprovação da Teoria da Relatividade começaram em maio de 2018, durante o Ano Municipal das Ciências, com uma programação diversificada com palestras, exposições, cursos de astronomia, entre outros. Com o fenômeno, Sobral entrou para cenário mundial como palco da comprovação da teoria que revolucionou a ciência moderna, derrubando ideias fundamentais da física clássica ao mostrar que o espaço não era absoluto e o tempo não corria de modo uniforme, mas eram grandezas relativas, que dependiam do observador.

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